sábado, 29 de agosto de 2015

Festa na casa de Vitrúvio


Festa na casa de Vitrúvio.

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Canindé era o convidado especial, na festa que aconteceu na casa de Vitrúvio. Tudo muito bem planejado e inovado. As palavras e as frases caladas de Canindé, estavam pairadas e emolduradas, sobre mesinhas e aparadores, estantes, mesas e prateleiras. Dentre seus textos fotográficos, alguns estavam em destaques, com proporções mais além de um modelo tradicional, para melhor visão dos seus admiradores, compondo os ambientes e recepcionando os convidados, e seus amigos e admiradores. Na entrada um longe, posicionado de frente para a avenida movimentada e salgada, em um rush diário. E o olhar fotográfico de Canindé apontava para o sertão e seus encantos. Era Canindé que trazia para o espaço fechado, um olhar primitivo e espelhado, com valores, visões de futuro e uma missão. A otimização do espaço e a sustentabilidade, com a matéria prima utilizada, de reservas protegidas e cultivadas.
O olhar de Canindé ganhou novas molduras para um novo espaço, com uma nova arquitetura. Passou por uma valorização, a sua fotografia foi customizada, com perímetros aplicados, e com telas canvadas, adesivadas e texturizadas. A tecnologia e a arte de um olhar, uma nova janela, para o ecologicamente correto. Um ato de inovar, com painéis e modelos sarados. A arquitetura do espaço moderno, com otimização, para uma nova arrumação. Novas disposições de projetos, com móveis e ideias. A relação entre a casa e o lar. A casa e o apartamento como o lugar de morar ao final do dia, e dos finais das semanas; com a tendência moderna dos menores espaços. A preocupação atual do espaço, parece estar com o bem patrimonial, um bem material que ocupa os espaços comuns: ocupa ruas e avenidas; acesso de pedestres e cadeirantes; entradas de portas e garagens, passeios públicos e calçadas; e desejam ainda ocupar as janelas e as paradas.
Uma mistura de siglas e fibras com: MDF, HDF, MDP; CPF e CNPJ, de madeiras, empresas e pessoas, nobres, escolhidas e separadas. O reflorestamento de novos clientes e novas ideias. Tudo selecionado e granulometrizado. Massas e pastas, raízes e frutas, com fatias finas e laminadas estavam presentes, rodopiando o espaço iluminado, meio loja e meio casa, lembrando a matéria-prima utilizada. Sergio Rodrigues, o mestre das cadeiras, sentir-se-ia iluminado com novas ideias crafitadas.
Aline Mirandela também estava presente, com olhares críticos e sustentáveis ao estilo Bauhaus. Estava ali como uma das representantes do espaço inaugurado; representante também de outras praças e avenidas. Representante de outras escolas: da escola de samba nilopolitana, que desfila entre flores; representante de escolas universitárias e representante das escolas da arquitetura, com novas ideias lineares.
A influência arquitetônica foi além da cozinha. Os arquitetos pareciam fazer parte do buffet gourmetizado. Com as consultorias de seus olhares e paladares, para obter novos resultados, com canapés e petiscos bem ornamentados; critérios de sabores, formas e cores. Arquiteturas e artefatos de petiscarias, de minuciosos e delicados dedos, de nomes importados. Os palitos petisqueiros usados, lembravam pequenas espadas. Feitos com lascas de bambu, contorcidas de um lado, no estilo sustentabilidade. Copos e taças coloridas ou transparentes, simetricamente escolhidas e arrumadas, resultados de uma arquitetura gastronômica associada a arquitetura do espaço, para receber os convidados. Descartando-se os descartáveis.
Lembrar Vitrúvio da antiguidade, faz lembrar a história atual e moderna. O que se fazia com a observação, e transmissão do conhecimento com oralidade, agora se faz com tecnologia e inovação, a nova invenção. O que acontecia na época de Vitrúvio, agora acontece com apoio dos laboratórios de pesquisas. Vitrúvio fala de escorpiões e quelônios em catapultas para combater inimigos. E faz lembrar as pragas sobre o Egito. Os insetos hoje estão presentes, oriundos de laboratório, sem as antigas catapultas, que agora são monitoradas a distância, parecendo grandes insetos voadores. Podem atacar com suas armas da natureza, com modificações sofridas e alteradas em laboratórios. Com a ciência do arquiteto, as arquiteturas da guerra.
A geografia descreve um ambiente amplo, natural, social e artificial, e por ser utilizada para fazer uma guerra. Enquanto o arquiteto pode criar e modicar os ambientes, com vistas a uma melhor qualidade de vida. Uma interação entre os homens e a natureza. Deus é considerado o arquiteto universal. A missão e a ordem para os arquitetos estão lançadas, cabem aos arquitetos, os projetos de imagem e semelhança.
A pesquisa de DNA para um controle de vetores, pode ter outros objetivos ou chegar a resultados não esperados e não controlados. Resultados perigosos em mãos erradas. Uma festa de inauguração e confraternização, não é apenas um espaço para comidas, bebidas e música. Mas uma oportunidade de estudar o espaço encontrado, e encontrar outras histórias, e pensar outros resultados.
 
Entre Natal/RN e Parnamirim/RN, 28/08/15
 
 
por
Roberto Cardoso (Maracajá)
Reiki Master & Karuna Reiki Master
Jornalista Científico
FAPERN/UFRN/CNPq
 
Plataforma Lattes
Produção Cultural
 
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sábado, 15 de agosto de 2015

150º aniversário de Mikao Usui


150º aniversário de Mikao Usui

PDF 448

 
 
 
“E esteve o diluvio quarenta dias sobre a terra, e cresceram as aguas, e levantaram a arca, e ela se elevou sobre a terra” (Genesis). Noé ficou cerca de quarenta dias com chuvas, retido e enclausurado em uma arca, com sua família e seus animais de criação, aqueles que se apresentaram para embarcar na arca, antes da chuva anunciada. Uma outra quantidade de dias foi necessária para que as aguas baixassem, e pudessem desembarcar. A Bíblia não especifica os animais, fala de reses e aves, répteis e etc. E seria mais provável serem animais da sua criação (ou animais conhecidos até aquele momento), tal como o fato de Gilgamesh.
Com certeza na arca havia um espaço de recolhimento, para um tempo de recolhimento e privação de Noé. Só o tempo lhe traria resultados, a arca estava construída, ocupada e flutuando, restando apenas aguardar a tempestade passar. Uma solução citada e exemplificada para outras tempestades. O homem do campo atual, tem na Bíblia um aprendizado, de proteger das chuvas e das enchentes, os seus animais.
E passou por uma situação bastante semelhante o fato citado em Gilgamesh, com diversos animais (inclusive os selvagens, estão como citados), tal como Noé. Com uma intensa chuva e um navio em forma de cubo. Durante seis ou sete dias passou embarcado Utnapistim, que desembarcou com família e parentes, mais as sementes de toda criação (primeiro milênio a.C.) A história épica mais antiga de Atrahasis (1635 a.C.). Pássaros foram soltos também.
Moisés esteve em travessia no deserto por quarenta anos. Vivenciou pragas que assolaram o Egito, e estabeleceu leis, baseado em visões e aparições. Jesus Cristo vagou no deserto por quarenta dias. Vivenciou provações, e estabeleceu regras de compreensão e comportamento. Encaminhou um povo a uma terra prometida, tal como Noé e Moisés. A medicina estabeleceu uma quarentena, como tempo de observação de pessoas que estiveram em regiões contaminadas, tendo uma possibilidade de contaminação.
Tanto Noé como Moises, abriram os caminhos para seu povo, cada qual em um tempo, e de acordo com seus saberes e conhecimentos. Como almirante ou general guiaram um povo em caminhos sobre a aguas ou sobre as terras. Guiaram a um local seguro, com objetivos de criação e repovoamento, um retorno a terra. Jesus se comprometeu com os caminhos dos céus, como um brigadeiro, sugerindo retornos, com orações e olhares.
A vivencia e a experiência vivida por Noé serviu de conhecimento para criadores abrigarem seus animais diante uma chuva anunciada. As vivencias de Moisés serviram de base para as leis dos advogados, com o início dos códigos jurídicos. Além de ser um símbolo de resgate, o retorno a terra prometida, ou o retorno as terras de origem.
Jesus depois de sua reclusão no deserto, voltou com notícias para o seu povo, notícias que eram dadas a quem encontrasse em seu caminho. Ensinou a dividir o pão e o peixe. Estabeleceu um mito e uma religião. A cruz teve uma grande importância para a ciência, influenciando Descartes, na confecção de um eixo, onde pontos são marcados, definindo estatísticas e trajetórias. Nos mapas, os pontos de interseção das linhas (latitude e longitude), definem as localizações. E outras tantas invenções foram baseadas na cruz.
A religião inspirada no Cristo, que partiu de ROMA, aguardando o seu retorno, AMOR. E tal como Noé e Moisés conduziu um povo para um local seguro. Tudo de acordo com um tempo, cada um com seus instrumentos e argumentos. A quarentena serviu como referencial de um tempo para observação de acometidos por uma possível contaminação, e uma enfermidade. O tempo de incubação.
E Mikao Usui também teve o seu tempo, de recolhimento e reclusão, fez um retiro para uma meditação. Um tempo que lhe trouxe novas notícias, anunciada por uma luz, que se chocou com sua testa. No dia 15 de agosto de 2015, data da passagem do 150º ano de nascimento de Mikao Usui (1865 -  1926), podemos relembrar alguns relatos de sua história.
Dr. Usui foi um monge budista que criou, fundou, ou intuiu a técnica do Reiki. Pesquisas dão conta que o Reiki antecede a Mikao Usui. Mas Usui é considerado como o fundador do Reiki, quando foram arregimentados os sinais e os símbolos, o uso e o conhecimento. E a partir de seus conhecimentos, é que o Reiki foi amplamente difundido e divulgado, com penetração e difusão no mundo ocidental. A partir de Mikao Usui que aconteceu uma difusão mundial do Reiki, saindo do Japão e chegando a outros continentes. O Havaí foi o ponto de interseção do Reiki entre o oriente e o ocidente. Mikao Usui não seguiu uma visão cartesiana, inspirou-se nas suas visões e intuições.
Ainda que algumas seitas, religiões ou filosofias não admitam uma convivência, uma parceria, com o Reiki, Mikao Usui não fez distinções, sobre seitas ou religiões. Pesquisou em seitas, países e continentes, sem distinção. Estava em busca de respostas. A sua história no Reiki, começa com a busca de respostas de situações contidas em outra religião, como a cura com as mãos praticadas por Jesus. Usui partiu em busca de explicações de citações e passagens bíblicas.
A história tradicional do Reiki dá conta que Mikao Usui saiu em busca de respostas sobre as curas realizadas por Jesus, com o uso das mãos. Questionado por seus alunos, Usui viajou e pesquisou sobre o assunto, em busca de respostas. Jesus disse “Tudo que eu fiz, vocês podem fazer”. A experiência de Usui tem servido como um conhecimento para a Nova Era. João 13:15 – dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, também vós façais.
São Patrício (São Paddy) ficou famoso por ter feito vários milagres, e de um deles criou-se uma lenda, gerando um dilema entre verdade, milagre ou lenda. Conta-se que durante um jejum de quarenta dias no alto de um morro, foi atacado por uma cobra. Resolveu então perseguir todas as cobras que encontrasse em seu caminho. E justifica-se por este ato a não existência de cobras na Irlanda. Há uma explicação científica, que remete a era glacial, talvez ao diluvio, já que ali foi um lugar onde as cobras não conseguiram chegar. http://www.megacurioso.com.br/animais/69569-voce-sabe-por-que-e-que-nao-existem-cobras-na-irlanda.htm
Mikao Usui ao retornar de sua vigília, um retiro em uma montanha, deu uma topada em uma pedra causando um ferimento, e com suas próprias mãos promoveu assim a auto cura. Em seu retorno chegou em uma taverna, e exagerou na comida depois de um tempo em jejum, sem se sentir ofendido (linguagem regional, no Nordeste, quando uma comida faz mal, provocando um mal-estar). Uma atendente da taberna tinha uma dor de dente e Usui reduziu sua dor. Retornando ao seu monastério, encontrou o abade adoentado. Demostrou sua novidade, e amenizou as dores do abade.
Dos aqui citados; Noé, Moisés, Jesus e Utnapistim; Mikao Usui e São Patrício, sem importar a religião, seita ou continente, cada um teve um tempo de meditação e uma conclusão. Viveram os desertos, seus isolamentos e suas meditações. O exemplo para que se possa entender que cada um tem seu período de reclusão e ascensão, para então fazer seus milagres. Mikao Usui chegou como um participante da Nova Era, com a popularização de seu conhecimento.
 
15 de agosto de 2015
150º aniversário de Mikao Usui
Dia Internacional do Reiki
 
Roberto Cardoso (Maracajá)
Reiki Master & Karuna Reiki Master
 
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sexta-feira, 22 de maio de 2015

O quanto a arte é importante para o conhecimento.





O quanto a arte é importante para o conhecimento.


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O quanto a arte e o artista são importantes na construção do conhecimento. A arte antecede ao conhecimento. O conhecimento baseia-se na arte formada e construída. A arte realizada, a partir das expressões do corpo, ao comando da mente. Valdir Augusto, quando ao dar títulos em seus trabalhos e exposições, quando reúne alunos, trabalhos e artistas, fala e escreve: A arte e o artista em primeiro plano. E diz mais ainda: arte não se julga; apenas se observa e se admira. E assim pode ser o conhecimento, admira-se e evolui-se, sem criticas. Criticar é voltar a um passado impedindo uma evolução. Cria-se um novo sem perder tempo em criticas. Cria-se o novo sem esquecer o passado, outras gerações podem necessitar deles.

Pintores já levaram cenas históricas, retratadas em suas telas, de lugares onde o povo não pode estar presente, no tempo e no espaço. Já colocaram retratos nas paredes e em molduras, antes da existência das fotografias. Bobos da corte com suas palhaçadas e malabarismos podem ter influenciado as decisões de reis e rainhas, que dominavam o seu próprio reino, ou o reino vizinho. Eles souberam o quanto e quando, influenciar pequenos príncipes e jovens princesas, que podiam levar contos e histórias a seus pais, reis e rainhas.
Fotógrafos já foram em regiões distantes, caminhando e escalando; já participaram em teatros de guerra, para retratar cenas reais dos lugares de difícil acesso, e cenas verídicas nos campos de batalhas. Cada um retrata e fotografa com o seu olhar, com a lente de seus olhos e de suas câmeras. Seus dedos comandam pinceis e disparadores. E cada observador interpreta o que vê com seus olhares e suas posições. Posições econômicas e geográficas, sociais e intelectuais.

Fotografias e telas podem conter símbolos interpretativos, que levarão o interpretador tirar as suas próprias conclusões. Tipos de arquiteturas, construções e elevações. Moda e vestuário, tipos de indumentárias e uniformes, Siglas e símbolos contidos no vestuário, nas portas e paredes, ou jogadas e encontradas ao acaso, no cenário retratado. Flâmulas e bandeiras, sobre uma mesa ou desfraldadas em um mastro. O fotógrafo e o pintor podem ir onde a cena e o cenário estão para trazer imagens ao expectador e admirador. Imagens de sonhos e realidades, o sonho de ir ou de ficar, de permanecer ou de voltar. 

O para brisas de um veiculo é uma tela viva, ao dispor de seus ocupantes, com as possibilidades de outros olhares, por outros ângulos, através de janelas laterais ou mesmo por um retrovisor, com uma imagem se reduzindo ao infinito. Viajar é conhecer e adquirir conhecimentos, participar de outros meios culturais.

Modas de viola e literatura de cordel levam um conhecimento a quem tem pouca ilustração e nenhuma informação. Quem não sabe ler e escrever tem na musica e no radio, a sua caixa de conhecimento, embalados pelos dedos e a voz de seu portador, o ilustre cantador. Cantam modas e violas, modinhas e canções. Nos intervalos das musicas surgem noticias e informações do cotidiano. O assunto em pauta nos principais meios de noticias pode virar moda nas letras pautadas de uma musica embalada. Onde não tem um profissional professor, haverá um profissional cantador ou trovador. Um conhecimento de EaD em 3D, com direito a desafio, replicas e treplicas.

Médicos e professores fazem juramentos e julgamentos ao longo de suas formações e formaturas. Médicos e professores avaliam muito as condições de lecionar e medicar em lugares distantes, depois de suas formações e formaturas. Eles usam de um novo argumento, o conhecimento aprendido que se torna aplicável a suas vidas e profissões, e avaliam: localizações, acomodações e remunerações. Não estão motivados para ir onde o aluno e o paciente estão. Ao passo que todo artista sabe que tem que ir aonde o povo esta: alfabetizados ou não; letrados ou não; com saúde ou não. Cantam e declamam para vivos ou mortos, podem frequentar nascimentos, casamentos, separações ou velórios.

O artista leva seus gestos e sua voz à rincões e sertões, sem mesas e sem cadeiras. Sem ar condicionado e sem ventiladores, lugares sem telefones e computadores. Com suas musicas, e com seus gestos praticam uma terapia. Lecionam, atendem e medicam debaixo de uma lona, e debaixo de uma arvore. Podem cantar receitas medicas de conhecimento empírico e receitas culinárias testadas a aprovadas. E a arte ocupa os espaços deixados por aqueles que foram treinados e formados para levar informação e construir um conhecimento. Não levam uma informação e um conhecimento; e por traz de suas barricadas de títulos e diplomas, criticam um conhecimento adquirido por outros meios, que não sejam os seus, dotados e armados de slides e programas formatados para aparecerem em uma tela branca, dentro de uma sala escura. Não admitem conhecimentos levados por outras mãos, outras vozes e outras canções.

Um artista ao ler um livro, escreve uma resenha. Ao ler uma história, faz um roteiro para teatro ou cinema. Reescreve histórias e livros mentalmente. Com uma pagina escrita em preto e branco dá cor e vida, a cenários e personagens. Encontra personagens ao caminhar pelas ruas.  Anda pelo shopping e encontra personagens que fugiram de um filme que rolava no cinema ali mesmo. Pode ser atendido por uma junta medica e enxergar que determinado medico componente da junta, fugiu de uma gaveta do ITEP ou do IML, e esta ali diante de um paciente, insistente em impor seus conhecimentos. Classes de estudiosos já citadas na Bíblia. 

O artista baseado em historias escritas em paginas de duas dimensões, da vida aos personagens em ambientes de três dimensões. Interpreta uma história, para criar uma estória com seus pontos de vista e com sua bagagem artística e cultural. Para fazer um filme, filma de vários ângulos, e escolher durante a edição o angulo que melhor se adapta a uma cena com um dialogo e determinada emoção. Em um teatro o importante pode ser uma iluminação, para realçar um detalhe no cenário, e esconder outro detalhe do cenário, sem importância para determinada locação. O artista tem tudo em sua mente e suas mãos: água e pinceis com cores e tintas; lápis, caneta, borracha e mata-borrão. Holofotes com luzes e cores; microfones, amplificadores, sintetizadores, e som. Luz, câmera e ação.

Artista olha para o céu e vê cenários em movimento formados por nuvens, ao sabor dos ventos. Cenários que vão se movimentando e se transformando em novas imagens e interpretações. Artista que cozinha sua própria comida enxerga personagens fritando. Troca os alimentos: vê animais marinhos em aves; animais terrestres em frutos do mar; lagos e lagoas, borbulhantes e escaldantes em panelas e frigideiras. Areias movediças de farinhas podem formar um redemoinho ao movimento das colheres, em um movimento rotatório e contínuo em um pirão.

Enquanto o par fundamental de uma sociedade, o medico e o professor, não vai aonde o povo esta. O artista já declama, canta e dedica, uma poesia ou uma canção. Enquanto os pares fundamentais, alunos das mesmas escolas, as farinhas do mesmo saco, aprendem a ralar o aipim, a mandioca ou a macaxeira, o artista já esta comendo a tapioca, o grude e o beiju.

RN 22/05/15

Roberto Cardoso
Desenvolvedor de Komunicologia

Jornalista Cientifico – UFRN-FAPERN-CNPq
Membro do IHGRN - Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte
Membro do INRG – Instituto Norte-Rio-grandense de Genealogia
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quarta-feira, 1 de abril de 2015

O problema das árvores em Natal/RN



O problema das árvores em Natal/RN



A natureza tem suas estratégias de enviar mensagens e sinais, basta saber observar e interpreta-los. Há uma mensagem transmitida pelas arvores em Natal. À medida que as arvores vão caindo, afloram os problemas enterrados, ao longo dos anos. Arvores que vão dando os indicativos dos problemas enterrados e não solucionados, ao longo dos longos anos passados, problemas enraizados. Árvores antigas, já classificadas como centenárias, e com problemas crônicos em seus troncos, raízes e solos. É tempo de renovação.

Em data recente uma árvore caiu e obstruiu uma das pistas da artéria principal de Natal. Atingiu alguns poucos carros, sem vítimas fatais, apenas materiais. E a queda da árvore aconteceu em um dia de céu claro, um dia sem chuvas. Em uma época de chuvas, no período denominado como inverno. Em dias com chuvas intensas a apreensão e o nervosismo. O risco de quedas de arvores centenárias se torna maior. O problema torna-se agudo.

Com árvores caídas, automaticamente surgem os reflexos no transito urbano. Transtornos na cidade e desespero dos motoristas. Quando se fala em motoristas, é uma referencia direta aos proprietários de automóveis, aqueles conduzem seus próprios veículos, e que deixam mais pegadas ecológicas, pelos seus caminhos. Nada se fala sobre aqueles que utilizam o transporte coletivo, proporcionando pegadas ecológicas menos agressivas ao meio ambiente. O dano relatado no noticiário, como maior destaque, é aplicado aos que possuem carros, aos muitos motoristas solitários. 

Os serviços públicos municipais, já vinham anunciando e procurando soluções para o problema das árvores. Os riscos eminentes das árvores. Árvores que são minimamente centenárias, que já estavam radicadas em seus locais antes da cidade ali chegar. Com a presença urbana da cidade, em volta das árvores, elas se tornam problemas e obstáculos. Ameaçam a vida daqueles que tomaram seu espaço, e abalaram suas raízes, cobriram de carros e de asfalto as suas sombras. Aqueles que provocam solavancos no terreno diariamente.

E a maneira como os profissionais responsáveis, pela segurança e paisagismo, da cidade, o modo que olham para o problema das arvores, é a mesmo que olham para outros problemas. A solução dada para o problema das árvores também é a mesma como todo outro problema urbano. Uma árvore é avaliada como um problema. E um problema é avaliado como uma arvore no caminho. Algo que impede uma passagem e é um risco á população e a administração publica. Dão como solução de podar ou arrancar as árvores e os problemas. Para diminuir os riscos de uma suposta queda. Não há um discurso em olhar as raízes das árvores e dos problemas, não há sequer um discurso em analisar o solo e o espaço onde estão plantadas, as árvores e os problemas.  Não há um discurso de descupinizaçao, daquilo que afetou a arvore da vida da cidade. 

Árvores que estão espremidas em canteiros centrais das avenidas. Tão quanto o pedestre fica espremido ao atravessar vias avenidas com duas ou mais pistas. A mercê dos balanços do solo, e dos deslocamentos de ar provocados pelos veículos que passam zunindo.

Não há um discurso de trocar árvores corroídas pelo tempo, trocar por novas árvores que possam dar bons frutos e boa sombra. Plantar novas sementes, trazer novas mudas, ainda que sejam novos enxertos. Preparar e adubar solos. Como não há este mesmo olhar para os problemas urbanos. Só há um olhar: para a copa das arvores e dos problemas, e a solução de sempre é podar e cortar. Só se olha para o que esta a vista dos olhos, não se observa as raízes dos problemas, aquilo que está escondido por baixo da terra. Com o tempo raízes e problemas vem a tona.

O Morro de Mãe Luiza deslizou porque não havia árvores para segurar seu solo, não haviam emaranhados, raízes entrelaçadas, que segurassem o solo. O morro desceu e deixou um rastro de famílias desembaraçadas de suas raízes. Por fim as águas das chuvas proporcionaram um arrasto ao que vinha para ajudar. A força da natureza foi maior que a força que restava aquele herói, que facilitava a drenagem pluvial. Só resta agora fazer uma homenagem. Dar seu nome à rua que a natureza abriu em direção ao mar.

Em 1º de Abril – Natal/RN

Roberto Cardoso
Reiki Master & Karuna Reiki Master
Desenvolvedor de Komunikologia.



Textos relacionados ao Morro de Mãe Luiza
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Roberto Cardoso (Maracajá)
Desenvolvedor de Komunikologia.
Reiki Master & Karuna Reiki Master CMEC/FUNCARTE
Cadastro Municipal de Entidades Culturais da Fundação Cultural Capitania das Artes Membro do IHGRN Instituto Histórico e Geográfico do RN
Membro do INRG - Instituto Norte-Rio-Grandense de Genealogia Jornalismo Científico FAPERN-CNPq
http://www.publikador.com/author/maracaja/