sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Os Grandes legados da Copa


Os Grandes legados da Copa

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A Copa terminou e não foram encontrados os legados prometidos que seriam deixados, muitos foram postergados para as olimpíadas, outros foram ocultados. Mas surgiu uma crise dita como internacional. E perdeu-se no noticiário os investimentos do PAC, um dinheiro que surgiu do nada para preparar o Brasil para o mundo, um Brasil capaz de sediar uma Copa. Modificações urbanas serviram para o melhor deslocamento de comitivas e turistas. Terminada a Copa restabelece-se o caos, com o trânsito caótico.

 

Uma sequência de textos, na época da Copa foram escritos e publicados, com o título de “Os maiores legados da Copa”. Textos para serem lembrados.

 

 

 

O maior legado da Copa


 

Nos últimos anos o Brasil tem passado por transformações antes nunca vistas, e em curto espaço de tempo. O Programa de Aceleração do Crescimento - PAC vem acelerando ações e investindo dinheiro nas mais diferentes áreas.  

Uma verdadeira faxina e maquiagem vêm acontecendo para receber as visitas que avisaram sua chegada de última hora. Reformas de adequação e ampliação em aeroportos se tornaram necessárias. Acessibilidade e facilidades de deslocamento em grandes centros, ampliando e investindo no transporte público dos centros urbanos. 

Alguns apagões motivados por excesso de demanda, falhas no fornecimento e stress no sistema de distribuição, deixaram diversas cidades e estados às escuras. E agora todas as obras, novas e recentes, para receber os convidados possuem sistema de ar condicionado. Rodoviárias, aeroportos, estações de transferências nas vias urbanas e metrôs são as obras de responsabilidade do setor público. Shoppings, lojas e restaurantes, obras de responsabilidade do setor privado, aliado a grande oferta de imóveis novos. A acessibilidade climática para povos de zonas frias e temperadas, para que não sintam diferenças ou desconfortos na zona tropical. 

Cursos gratuitos de capacitação para taxistas, setores ligados à alimentação e gastronomia, bem como outras profissões ligadas ao turismo foram oferecidos pelo Sistema S. Jovens ofereceram-se como voluntários e foram cadastrados e capacitados, para fazer o receptivo das delegações, turistas e torcedores.

O esporte tido como preferência nacional tem mudado sua performance, reformando estádios e buscando um melhor desempenho no quesito conforto do torcedor. O país não tem mais estádios de futebol, agora possui Arenas, que a princípio são locais onde poderão ser realizadas partidas de futebol. Esta é a expectativa para a Copa do Mundo 2014 a ser realizada em território brasileiro. Depois da Copa deverão vir novas finalidades, e novas responsabilidades sobre os espaços de arenas. 

O país se prepara para receber visitas, turistas de todo o mundo aproveitarão as partidas de futebol para conhecer, visitar e revisitar o país. Um grande movimento interno também deverá acontecer com migrações internas entre cidades sedes dos jogos. Estruturas e infraestruturas serão colocadas à prova. O uso intenso de corredores rodoviários e aéreos poderão definir novas necessidades de transporte de passageiros como o ferroviário e o marítimo, tal como acontece na Europa. O MERCOSUL poderá perceber novas necessidades econômicas e viárias. 

Uma novela que foi produzida mostrando belezas naturais e reservas minerais, já foi exibida no Brasil e deve estar circulando o mundo pelas TVs e computadores via internet. A novela criou uma cidade fictícia juntando paisagens próximas ao ponto de grande importância na última Grande Guerra (Natal/RN).

Um movimento ocupou os espaços públicos do mundo depois da virada do século. Estudantes brasileiros foram às ruas pedindo melhorias no transporte e na educação, sem um bom transporte não se chega a universidade. Por outro lado, parcerias estaduais e federais formaram frotas de veículos escolares facilitando o acesso escolar. 

Jovens organizam-se pela internet para promover encontros e manifestações mostrando que estão em dia com a tecnologia e a mobilização. Alguns destes encontros estão preocupando administrações shoppings que vêm nestas ações de furtos e arrastões. 

A política está em crise colocando os poderes executivos e legislativos contra a parede para que tomem atitudes em defesa do cidadão, do contribuinte e do eleitor que prometem uma revanche nas urnas. E o efeito facebook tem tido mais efeito que a satisfação de sediar uma Copa do Mundo. O povo começa a entender que pão e circo é o mesmo que cesta básica e futebol.

O maior legado da Copa não deverá ser as facilidades e mobilidades urbanas, promovidas e realizadas em função da Copa 2014. Mas uma nova visão de mundo e de comportamento. Um exercício de cidadania que estrangeiros deverão deixar aos brasileiros quando aqui desembarcarem, exigirem e defenderem os seus direitos garantidos por acordos internacionais. E aqui exibirem seus deveres de cidadania de um mundo mais antigo, mais respeitado, mais civilizado e mais organizado.

  

Entre Natal e Parnamirim/RN ─ 17/12/2013

Enviado ao O Mossoroense.

 

 

Os maiores legados da Copa (parte 1)



 

Nos últimos anos e mais intensamente nos últimos meses, o país vem passado por transformações e mudanças, antes nunca vistas, em um curto espaço de tempo. O Programa de Aceleração do Crescimento ou PAC, vem acelerando ações e investindo recursos nas mais diferentes áreas.

Verdadeiras faxinas e maquiagens, em ruas, esquinas e avenidas, das grandes cidades vêm transformando e transtornando a vida de seus munícipes, com as obras acontecendo para receber as visitas que avisaram sua chegada de última hora. Governantes, gestores e administradores dizem que brasileiros deixam tudo para a última hora, fatos que acabam se tornando uma verdade e uma justificativa para atrasos, falhas e incoerências.

Agora acompanhamos obras, dos gestores e administradores públicos, feitas como que às pressas para deixar cidades prontas, adequadas e adaptadas para estrangeiros e visitantes. Obras para ingleses verem, que cumprimos prazos e promessas. Obras com falhas no planejamento, no desenvolvimento, nas conferencias e nos atos e agilidades. Atrasos na liberação ou no repasse de verbas, ou burocracias para empréstimos financiadores.

Reformas de adequação e ampliação em aeroportos se tornaram necessárias. Acessibilidade e facilidades de deslocamento em grandes centros, ampliando e investindo no transporte público dos centros urbanos. Ligações entre aeroportos, hotéis e arenas também sofrem com mudanças de transito e adequações.

Um tripé forma uma base com equilíbrio, e a triangulação aeroportos, arenas e hotéis buscam seus equilíbrios em meio ás cidades com crescimentos e estruturas desordenadas. O tripé da Copa procura lugares para se fincar em meio a uma confusão urbana. Não há respeito pelas ruas e calçadas, cada qual busca marcar seu espaço físico para estacionar e para se deslocar, com as desculpas de que vivemos no Brasil, e não se pode respeitar todas as regras e leis.

A comunicologia está impressa nas ruas e nas calçadas, em asfalto e placas, em sinalizações verticais e horizontais. Cruzamentos com semáforos, em vias urbanas há muito tempo já possuem uma área de interseção quadriculada para mostrar que não é permitido parar veículos naquele espaço, independente da preferência de transito, ou sinal livre para trafegar. Vagas para idosos e deficientes são desrespeitadas por aqueles que possuem outras deficiências, de cidadania, de capacidade de interpretação, de idoneidade, e de respeito ao próximo.

Espaços públicos de lazer e esportes estão sendo construídos nas periferias de cidades sedes. Feriados e pontos facultativos estão sendo programados. Alternativas de diminuir o volume de pessoas nos espaços onde circularão esportistas e desportistas, turistas e grupos receptivos.

Cidades sede na Copa 2014 deverão ter experiências e vivencias com outras culturas, outras educações e formações. Exemplos de cidadania e respeito deverão ser deixados pelos povos do primeiro mundo. Visita insatisfeita não volta onde não é bem recebida.

O Direito Internacional deverá ser aplicado pelos cidadãos estrangeiros que aqui desembarcarem vindos de outras terras, onde o conhecimento de cidadania é maior e mais avançado. Este direito internacional deverá ser respeitado, entre países que tenham acordos internacionais, de respeito mútuo aos seus cidadãos estando em outros em solos tal como em seus países de origem.

Estarão presentes no Brasil, países mais antigos historicamente, com populações constituídas de faixa etária mais avançada. Donos do poder político, do poder bélico e do poder econômico do mundo. Os berços das civilizações e do direito.

 

 

Os maiores legados da Copa (parte 2)



 

O Brasil conviveu ultimamente com alguns apagões, motivados por excesso de demanda de energia elétrica, falhas no fornecimento, stress no sistema nacional de energia elétrica. Ofertas e demandas não se equilibraram, os blecautes (black out), deixaram diversas cidades e estados às escuras por várias horas. Falhas no sistema anunciaram problemas a serem solucionados: aumento de oferta, melhora na distribuição e analise de consumo.

O litoral do nordeste brasileiro investe em energia eólica, mas a energia produzida ainda encontra dificuldades em entrar no sistema nacional, por falta de redes de transmissão, falta de investimentos e planejamentos. Enquanto isto torres continuam sendo instaladas cumprindo cronogramas.

A sociedade brasileira como um personagem de Cervantes luta com estes moinhos de vento endeusados, que giram sem ter sua energia produzida aproveitada. Enquanto estrangeiros estão no processo de transferência de tecnologia eólica, participando dos workshops que formam redes cooperativas de tecnologia e pesquisa em energia eólica, integrando setores. Eventos produzidos e promovidos por órgãos governamentais: Sebrae, Fapern e CNPq.

O uso de energias denominadas como limpas e alternativas, não só diminui o impacto ambiental, e a degradação do ambiente, bem como deixam os países que detém a tecnologia da energia atômica, com menos preocupações, evitando o surgimento de um novo concorrente. O uso das energias renováveis produz ao primeiro mundo comodidades e confortos, evitando conflitos políticos, econômicos e bélicos. E quem sabe promovendo confortos turísticos no presente e econômicos no futuro.

As tomadas elétricas para aparelhos elétricos e eletrônicos no território brasileiro foram modificadas atendendo as novas normas ABNT. Todas as obras novas, recentes reformas e modificações, se adequaram para receber os convidados da Copa 2014 e em breve futuro as Olimpíadas. O país está de black-tie, com tomadas brancas e fios pretos. Instalações residenciais e comerciais possuem tomadas novas, justificadas pela maior segurança, para que os convidados possam trazer seus computadores pessoais.

Processos de gestão da qualidade (GQ), onde se está sempre em busca da qualidade e perfeição, e estas estão sempre em outras mãos, aquelas que detêm o conhecimento e a tecnologia. Efetuar um processo de GQ requer enxergar um futuro, determinar de onde se quer partir, e aonde se quer chegar, do start ao finish. E para isto é necessário um leque de informações e conhecimentos.

Espaços de acesso público possuem redes de Wi-Fi e sistema de ar condicionado. Uma climatização para evitar danos pulmonares e danos computacionais, aos aparelhos produzidos em zonas frias e temperadas, e seus proprietários. Precauções para não se incompatibilizem com o clima, adquirindo viroses da zona tropical. No passado os imigrantes sofreram com doenças tropicais, agora prevenidos preparam o ambiente para suas extensões corporais, como seus computadores pessoais.

As arenas (antigos estádios), rodoviárias e aeroportos com espaços climatizados receberão turistas internos e externos. Estações de transferências nas vias urbanas e metrôs são obras de responsabilidade do setor público com climatização e Wi-Fi. Shoppings, lojas e restaurantes, são obras de investimento, interesse e responsabilidade do setor privado com ambiente agradável, iluminação, conexão e climatização. A acessibilidade climática para povos de zonas frias e temperadas, para que não sintam diferenças ou desconfortos na zona tropical.

Torcedores e turistas embarcarão em regiões mais frias, viajarão em aviões e navios climatizados, e querem assistir os jogos em ambientes agradáveis e limpos. A embaixada da FIFA exige, e em cada arena irá reinar as regras da FIFA, tal como uma embaixada, nos campos e nas arquibancadas, em toda a arena.

Ambientes agradáveis com iluminação e climatização estão aliados a grande oferta de imóveis novos, que quando ocupados deverão aumentar, e muito, a demanda de energia. Outras modalidades de energias ainda não estão totalmente interligadas ao sistema nacional de distribuição. A energia hidrelétrica produz inundações de áreas ainda não exploradas e não demarcadas. Uma crise com conflitos já invade áreas indígenas, tribos já perderam suas aldeias por inundação.

A energia atômica em Angra é sempre uma preocupação de usos e desusos. A presença de estrangeiros provocará um processo de tomada de decisão.

 

Os maiores legados da Copa (parte 3)


 

Cursos gratuitos de capacitação para taxistas; aos setores ligados à alimentação e gastronomia, e bem como à outras profissões e atividades relacionadas ao turismo foram oferecidos pelo Sistema ‘S’. Jovens ofereceram-se como voluntários, foram cadastrados e capacitados para fazer o receptivo das delegações, turistas e torcedores.

O Brasil não se prepara simplesmente para a Copa 2014, mas para as Olimpíadas, e mais algum outro grande evento que venha acontecer, como a vinda do Papa, que já esteve no Brasil em 2013 e pode voltar, tendo em vista ter encontrado aqui uma Igreja jovem, com condições de fortalecer o catolicismo. 

O país sempre foi um ponto estratégico: uma escala do caminho marítimo para as índias no ano de 1500; na 2ª Guerra como Trampolim da Vitória; no caminho do hemisfério Norte para a ocupação do território Antártico; e agora no caminho do futuro, para o espaço sideral. Segundo informações no blog da secretaria de comunicação de Natal/RN, a cidade é um dos quatro pontos geográficos mais estratégicos do mundo, pela visão do departamento de guerra americano.

O Brasil prepara-se para receber aqueles que desembarcarão, mas não embarcarão de volta aos seus países, cidades e continentes, fixarão residência aqui, com novas ideias e novos conhecimentos.

Mestres, doutores e causídicos, com seus títulos acadêmicos respaldados por instituições, falam de estatísticas e percentuais esperados na balança comercial como saldos positivos para 2014. Discursam a acessibilidade automobilística como um grande legado da Copa, dando a entender que todos possuem carros e precisam se deslocar com mais facilidade. Esquecendo o direito primitivo que usa a cronologia tecnológica, a cronologia das invenções, dando preferências e prioridades nos deslocamentos. 

Ao cruzar vias e destinos, tipos diferentes de transportes, devem ser criadas regras para uns e para outros, respeitando-se entre si, por suas prioridades, necessidades e velocidades. Valores comerciais e econômicos, valores de cargas e de passageiros, valores simbólicos, valores incalculáveis como a vida de cada um. 

Ruas e corredores, avenidas e calçadas, vias exclusivas e inclusivas, espaços disponíveis para circulação por diferentes trações, queimando açúcar em processos mitocondriais ou combustíveis fósseis em motores à explosão. 

Espaços baseados no desenho universal designam caminhos e vias a pedestres, bicicletas, trens, veículos automotores, e até aviões. O ato de caminhar do homem é o deslocamento primitivo que antecede ao uso do cavalo e da charrete. A tecnologia primeira criou a máquina a vapor que foi largamente utilizada em ferrovias. Depois criou o motor à combustão, ainda utilizado nas rodovias, o carro elétrico ainda não é amplamente utilizado nas vias públicas. 

Alguns patrulhamentos e pequenos deslocamentos com carros elétricos já são feitos em parques, shoppings e aeroportos, circulando em meio a transeuntes, com espaços e velocidades limitadas, respeitando aquele que caminha a pé e tem prioridade dentro daquele espaço. 

Historicamente cada tipo de deslocamento motorizado tem a sua prioridade perante uns e respeito a outros. Um avião tem um valor econômico e comercial muito maior que um automóvel, e para isto aeroportos localizados em grandes centros urbanos possuem viadutos onde transitam aeronaves taxiando, dando passagem aos veículos por baixo da pista. Ferrovias tendem a trafegar sobre viadutos ao cruzar as vias urbanas, principalmente as ferrovias de carga que possuem grandes comboios com velocidade reduzida e enorme quantidade de vagões.

Em vias urbanas devem ser construídas passarelas e passagens subterrâneas para pedestres, e na impossibilidade destas alternativas, deve haver semáforos e faixas para travessias de pedestres, para ser respeitadas pelos veículos, onde o condutor antes de dirigir é um pedestre como todos os outros. E muitas vezes transitam ocupando um veículo em uso individual, diante de dezenas de pedestres atravessando uma avenida. 

Calçadas são disputadas por carros e pedestres. As calçadas ou passeio por lei devem possuir espaço suficiente para pedestres e cadeirantes, e nos seus limites com a via destinada e apropriada a veículos automotores, uma faixa guia, para deficientes visuais. As faixas amarelas com relevos, não simplesmente para deficientes visuais, são de cor amarela e continua, para alertar e lembrar aos motoristas que uma faixa contínua ao longo da via indica que não é permitido estacionar, como também não é permitido estacionar sobre a faixa, permitindo a qualquer pedestre a travessia da pista em qualquer ponto da guia. 

A acessibilidade é um direito de todos e deve ser instituída, praticada e construída antes da mobilidade urbana, projetando e construindo a cidadania, nos espaços públicos.

 Entre Natal e Parnamirim/RN ─ 05/01/2014  

Texto escrito para:   Jornal de Hoje – Natal/RN    

 

 

Os maiores legados da Copa (parte 4) 


Empresários estão cautelosos com seus investimentos, em função dos futuros acontecimentos, aos rumos da economia e do Brasil depois da Copa do Mundo e das eleições de 2014. Também existe uma grande preocupação de quem está no poder, seu futuro está em jogo. O governo e os governantes estão sendo criticados e julgados. Grupos defendem a retomada do governo e do poder pelos militares. Diante de tantas especulações e previsões só o tempo tem a resposta.

Apenas um fato é certo: é necessário investir em educação, e empresários do ramo estão vislumbrando um aquecimento do mercado educacional, enxergam lucros em seus comércios. Educação se torna um bom negócio, e como tudo termina em pizza, onde a massa é a mesma e só muda a cobertura, as faculdades remexem e misturam professores e disciplinas criando novos cursos, acomodando, cozinhando e assando os alunos no mesmo espaço. Coberturas que encobrem a mesma massa básica feita de farinha e água, modelada e assada em forma de disco. O futuro onde cada um criará a sua profissão está cada vez mais perto. Pizzarias já montam a pizza ao gosto do freguês, que escolhe os ingredientes. 

Faculdades particulares primeiro se reuniram para formar centros universitários e universidades. Grupos universitários apresentam-se mostrando diversas logomarcas procurando uma dar sustentação a outra, embora sejam controladas por um grupo formado pelos mesmos, e até liderado por uma mesma pessoa como acionista majoritário e controlador. Estratégias de marketing maquiando estratégias administrativas. 

Cursos superiores tornaram-se um grande negócio para vender um produto que a sociedade é convencida de não possuir: saber e conhecimento. Com estratégias de exemplos silviossantistas. Como a história épica do menino pobre que sai do sertão torna-se engraxate e transforma-se em um grande empresário à custa de seu esforço e sacrifício. As mesmas estratégias de marketing utilizadas em net work.

Universidades particulares fizeram convênios com instituições internacionais, com franquias e chancelarias. As universidades federais e estaduais fizeram acordos e parcerias com instituições diversas do mundo criando grupos internacionais e multinacionais, como o Grupo Coimbra. Parcerias que se comprometem reconhecer entre si: diplomas e certificados, seus saberes e seus conhecimentos. Promovem cooperação nas áreas da ciência, tecnologia e inovação, fomentando e investigando.

Cada instituição buscando agregar valores a seus nomes e professorados. Buscam um reconhecimento internacional para criar intercâmbios para professores e alunos. Implantam um oligopólio, agregam logomarcas a seu marketing fazendo merchandising em outdoors e busdoor.

Para as escolas, faculdades e universidades vão valer as leis de mercado: lei da oferta e procura, e a lei da concorrência. Instituições de ensino para continuar no mercado da educação terão que fazer o dever de casa, aplicar aquilo que ensina, insiste e cobra do aluno: inovação e criatividade. Sair do modo econômico e imprimir em modo otimizado a sua função, de formar e informar. Evitando assim a necessidade de utilizar uma nova ferramenta de gestão, o termômetro de Kanitz. 

Visões e missões não foram criadas para colocar em um quadro bonito na parede de entrada, para que o cliente veja ao entrar. Visões e missões formam um conjunto, uma busca de resultados, um caminho utópico e sem fim, no caso aqui, uma escola a ser melhorada a cada semestre. A busca do melhor, do inovador, o diferencial. Melhor não apenas no conhecimento oferecido, mas principalmente as condições que este conhecimento pode e deve ser oferecido. 

Um dos grandes legados da Copa vai ser a nova maneira de ver o mundo, uma visão deixada pelos estrangeiros que aportarão em nossas terras. Poderemos ver ombro a ombro, in loco, como eles enxergam o mundo, a sociedade e a cidade. E um consumidor mais exigente surgira, um consumidor cidadão respeitando a si e principalmente ao próximo.  

 Entre Natal e Parnamirim/RN ─ 18/01/2014  

Texto escrito para:   Jornal de Hoje – Natal/RN  

 

Os maiores legados da Copa (parte 5)  



O conhecedor de línguas e pensador Vilém Flusser, segundo Erick Felinto e Lucia Santaella (Vozes, 2012) foi um explorador de abismos. Nascido em Praga em 1920 viveu no Brasil, casou no Rio de Janeiro e morou em São Paulo, mais tarde voltou a Europa e faleceu na França em 1972. No entendimento de Flusser o futebol é uma instituição importada e financiada pela burguesia com a finalidade de dirigir as energias para canais inofensivos e sustentadores de uma situação.

O esporte tido como preferência, e referência nacional tem mudado sua performance, reformando e transformando estádios; buscando um melhor desempenho e qualidade no quesito conforto dos jogadores e torcedores, imprensa e convidados especiais. O país não tem mais estádios de futebol, vem perdendo sua memória esportiva formada por estádios e campos, ícones do futebol foram demolidos.

O brasileiro alienou-se de sua realidade porque não conseguiu firmar-se em nada, disse Flusser. O Brasil foi descoberto e colonizado por estrangeiros entre invasões e expulsões. Depois vieram novos estrangeiros como imigrantes e mão de obra após a abolição dos escravos. Já tivemos presença marcante de americanos durante os períodos de guerras, não só com ponto estratégico do Trampolim da Vitória, mas com missões da ONU em outros países e treinamentos militares das FFAA (forças armadas).

Agora com Copa do Mundo e com novos portos e aeroportos teremos presença de turistas, torcedores, jogadores e profissionais do futebol. O coaching presença obrigatória nos times e jogos de futebol, já se faz presente como treinador de carreiras e profissionais.

O Brasil possui agora Arenas, que a princípio são locais onde poderão e deverão ser realizadas partidas de futebol. Espaços construídos para abrigar torcedores e jogadores de um primeiro mundo. Seleções de futebol que representam países em uma competição é um critério de escolha dos melhores, a oportunidade de fazer um marketing pessoal e coletivo. Um campo de batalhas sem armas, apenas jogadores como símbolos de ataque e defesa com chutes em uma bola substituindo os tiros de canhão. Volantes em campo lembram os volantes de policiais que adentravam a caatinga e o sertão na época do cangaço.

Com gestões e indigestões, organizadores do campeonato mundial, exigiram qualidade na construção e no acabamento dos espaços desocupados pelos estádios e transformados em arenas. Empresas portadoras de qualidade ISO e NBR foram contratadas para construir arenas, e estas por sua vez, com regras ABNT e RH, exigiu qualidade e capacitação de seus funcionários e fornecedores, com adequação de normas e procedimentos. Por fim a FIFA tomará posse das arenas e administrará impondo regras durante o primeiro tempo, segundo tempo, intervalos e prorrogações. Somente no terceiro tempo os brasileiros retomarão a posse do campo.

Enquanto brasileiros estão em outras dependências da casa, um grupo na cozinha preparando uma gastronomia internacional requintada e outro grupo no quintal jogando uma partidinha de futebol, aguardando novas ordens, um público seleto estará na copa desfrutando de um aparelho público com mobiliário novo e requintado. Um público recebido com honras nas salas de desembarque dos novos portos e aeroportos.

O governo junto com as FFAA já preparou um documento regulamentando a segurança, viveremos estados de sítio e estádios da FIFA. A segurança dentro das arenas e seu entorno estará garantida. Na periferia outras forças podem dominar territórios.

Arenas foram inauguradas oficialmente sem o habite-se e vistoria dos bombeiros. Jogos estão sendo realizados sem a total capacidade e com vistorias parciais dos órgãos competentes, a ART do CREA e a arte dos governantes. Estratégias de avaliação das estruturas e facilidades de acesso e fuga, com jogos e públicos locais.

Depois da Copa deverão vir novas finalidades, e novas responsabilidades sobre os espaços de arenas. Novas disputas nas arenas acontecerão. Esta e a expectativa para a Copa do Mundo 2014 a ser realizada em território brasileiro.

 

Os maiores legados da Copa (parte 6) 



O país se prepara para receber visitas. Turistas de todo o mundo aproveitarão as partidas de futebol para conhecer, visitar e revisitar o país. Um grande movimento interno também deverá acontecer com migrações internas entre cidades sedes dos jogos. Estruturas e infraestruturas serão colocadas à prova. O uso intenso de corredores rodoviários e aéreos poderão definir novos meios e necessidades de transporte de passageiros: como o ferroviário, marítimo e fluvial; talvez o lacustre, tal como acontece na Europa. O MERCOSUL poderá perceber novas necessidades econômicas, monetárias e viárias.

Uma novela foi produzida mostrando belezas naturais e reservas minerais. Já foi exibida no Brasil e deve estar circulando o mundo, pelas TVs, e em computadores via internet. A novela criou uma cidade fictícia juntando paisagens e personagens, criou cenas e situações, em regiões próximas ao ponto de grande importância na última Grande Guerra. Um ponto que continua sendo estratégico, com reservas minerais, próximo à linha equatorial, o limite dos hemisférios.

Um movimento popular ocupou os espaços públicos do mundo, no hemisfério Norte o Movimento Occupy, depois da última virada de século. Hoje a população brasileira ocupa as ruas exigindo aquilo que acha serem seus direitos. Estudantes brasileiros foram às ruas pedindo melhorias no transporte e na educação, sem um bom transporte não se chega ao conhecimento. Estudar requer estratégias de investimento e deslocamento, o homem é nômade por natureza.

Por outro lado parcerias municipais, estaduais e federais formaram frotas de veículos escolares, com um estilo americanizado, facilitando o acesso, o caminho da escola. Incentivos educacionais e temporais facilitam o acesso ás universidades. O país tem pressa em colocar seus alunos na escola, é preciso impressionar as visitas.

Jovens organizam-se pela internet para promover encontros e manifestações mostrando que estão em dia com a tecnologia, opinião e mobilização. Alguns destes encontros estão preocupando administrações de shoppings que vêm nestas ações de furtos, vandalismo, arrastões e confusões. Situações de pânico que testam e treinam seguranças e vigilâncias para a Copa, em espaços públicos e privados.

A política está em crise colocando os poderes executivos e legislativos contra a parede para que tomem atitudes em defesa do cidadão, do contribuinte e do eleitor que prometem uma revanche nas urnas. E o efeito Facebook tem tido mais efeito que a satisfação de sediar uma Copa do Mundo. O povo começa a entender que “pão e circo” é uma expressão temporal e tem um mesmo sentido que cesta básica e futebol.

Universidades oferecem cursos cada vez mais especializados, com mestrados e doutorados, justificando a necessidade do conhecimento e velocidade das mudanças do mundo com informação. Argumentam que existe uma rápida evolução da ciência e da tecnologia, a complexidade da sociedade moderna.

Uma contradição de velocidades, dois pesos e duas medidas, se os recursos humanos não se capacitam diante uma sociedade complexa e exigente, os recursos humanos formadores e transmissores de conhecimento que são sistemáticos e progressivos não permitem montar grades curriculares e um corpo docente para criação de novos cursos a novos discentes.

Bauman, sociólogo contemporâneo, já afirmou que vivemos uma sociedade líquida, mundos líquidos onde tudo e todos se misturam com facilidade. Se a sociedade é liquida, a denominada academia se enxerga sobre a sociedade como o óleo sobre a água, não se misturam. È necessário ser mais viscoso para agregar partículas e conhecimentos, sair da densidade um, vivemos a Era do conhecimento. Zygmunt Bauman critica a academia e defende a literatura como forma de conhecimento.

O maior legado da Copa não deverá ser as facilidades e mobilidades urbanas, promovidas e realizadas em função da Copa 2014. Mas uma nova visão de mundo e de comportamento, que já vem mudando. O mundo acabou em 2012, vivemos agora outro mundo.

 

Texto disponível em:


 

 

Em 03/10/15

Entre Natal/RN e Parnamirim/RN

 

por
Roberto Cardoso (Maracajá)
Reiki Master & Karuna Reiki Master
Jornalista Científico
FAPERN/UFRN/CNPq
 
Plataforma Lattes
Produção Cultural
 
Maracajá
 
Outros textos:
 
 
 
 
 
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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Caravanas Literárias


Caravanas Literárias

 
PDF 495




Caravanas um dia partiram levantando poeira na estrada. Caravelas e navios deixaram rastros sobre a agua. Um rastro de fumaça ou vapores d’água, hoje ficam pelas estradas onde as caravanas passam, as novas caravanas motorizadas, embarcadas em vans, com suas vans picapes e filosofias anotadas. Um motorista segue como cocheiro, transporta passageiros em motores à cavalos (HP).

Caravanas literárias partem rumo ao desconhecido. Um ambiente literário inóspito a ser desbravado. Sem a certeza de espaços e seres que vão encontrar, e vão conhecer em outras paragens, depois de apreciar algumas paisagens. Encontrar seres alfabetizados, falantes e amistosos é o seu primeiro objetivo. Seres com que possam negociar suas mercadorias. Seres que podem estar despidos daquilo que a caravana leva consigo, o conhecimento através da literatura, seus pontos de vistas, a partir de que cada desbravador artista literário, escreveu e construiu em um livro.

Levam um conhecimento e esperam uma contrapartida. Partem em busca de novas pedras e novos metais; novas preciosidades e novas especiarias que contribuam com seus conhecimentos e artes até aqui adquiridos, e registrados em livros. Buscam um reconhecimento. Vão em busca de novos elementos que possam contribuir com seus pensamentos para criar novos conhecimentos. Partem em busca de novos povos que sabem existir no final da estrada, seres acampados em escolas, com muito ou pouco conhecimento, a partir de suas ideias e pontos de vista. Não existe uma certeza do que podem encontrar no final das estradas. Talvez nenhum conhecimento daquilo que a caravana leva em suas bagagens bibliográficas. Será necessário primeiro cativa-los e catequiza-los com seus deuses e personagens anotados em livros.

Identificam escolas e cidades com um povo reunido, que podem ter ou não ter arquivos de conhecimentos, que os caravaneiros chamam de bibliotecas. Um conjunto de livros enfileirados sobre prateleiras, ordenados e catalogados para facilitar buscas e acessos com as suas referências. Arquivos que podem registrar a própria história local ou histórias de outros lugares. Por vezes procuram o pajé dos livros e não acham, e o cacique justifica a sua ausência: por falta de recursos, falta de estrutura, ou falta de paciência.

Os indígenas brasileiros não tinham as denominadas bibliotecas, mas tinham estratégias de perpetuar seus conhecimentos e sua cultura. A cultura guardada, o conjunto de conhecimentos, estaria representada em seus corpos e utensílios, armas e equipamentos. Pinturas, cores e formas, que eram constantemente lidos e revisados em danças e datas festivas. O descobridor não entendeu, e julgou-os como possuidores de uma linguagem oral, e sem escrita. Resumindo: não tinham um conhecimento, já que não perpetuavam suas vitorias e conquistas.

Caravaneiros literários buscam levar suas práticas e conhecimentos. Tem a missão de catequisar alunos e professores a exercerem sua cultura, vinda de outras plagas, na pratica da leitura como um conhecimento. Tal como fizeram descobridores impondo sua religião e seu Deus, sem ensinar como rezar, eram os eternos não civilizados e pecadores. Em tempos de internet, ainda é possível encontrar alguns cidadãos que não estão antenados com a estratégia da literatura, um modo rudimentar de transmissão do conhecimento, inventado a alguns séculos passados. Parecem ser seres bastante atrasados, em suas culturas, sem uma literatura.

Descobridores distribuíram espelhos como presentes e souvenir, aos indígenas que encontraram, hoje já não é necessário distribuir pedaços de espelhos quebrados. Muitos já possuem um pequeno aparelho nas mãos que servem tal como um espelho, onde podem congelar um momento, e ver outros seres, do outro lado do mundo.

Caravaneiros levam suas práticas e realizam um ritual, com um povo reunido, a missa pascal. Fazem uma primeira reunião tal como um dia desembarcaram, e realizaram uma primeira missa. Com um evento ritualístico e documentado, deixam seus conhecimentos e seus livros. Deixam uma atitude com um intensão, de que podem voltar e encontrar outros seres mais evoluídos, seres que leram os seus livros. E tal como os índios, muitos não estarão preparados para sua chegada, mas são seres amigos e receptivos.

Não existindo uma certeza do que encontrar na estrada, torna-se necessário levar outros equipamentos, além de bussola e astrolábio; e outros pensamentos de novas tecnologias, que possam ser aplicados ou utilizados. O ser que viaja não é o mesmo ser que volta, tal como aquele ser que está lá longe em outro lugar, e diariamente se banha com outras aguas, que percorreram outras paragens.

Em outras épocas comerciantes investiam nas viagens de descobrimentos, com a intenção de obter mercadorias. Hoje os comerciantes podem investir em caravanas literárias, obtendo outras regalias, como a renúncia de impostos, com seus nomes expostos nas viagens formadoras de novos leitores e consumidores, que podem consumir seus serviços e mercadorias. E até estabelecer suas benfeitorias, quem sabe um café literário, substituindo a companhia do chá das índias.

 

30/09/15

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Duas datas que não terminaram em pizza


Duas datas que não terminaram em pizza

 PDF 494
 
 
Duas datas, relativas a dois Alves, Agnelo e Carlos Eduardo, datas que não terminaram em pizza. Comportamentos e declarações tornam Carlos Eduardo, uma biografia viva em memória do pai. Perpetua-se um nome pelas suas obras, pelas lembranças, por condecorações e por comemorações relacionadas a ele. E quem sabe poderíamos lembrar de alguém, por seus gostos e suas pizzas. A ANL deu novo passo ressuscitando seu imortal, na tal cidade onde viveu, criando uma tal medalha alusiva.
Aconteceu a presença matutina de Carlos Eduardo Alves na ANL Academia de Norte-rio-grandense de Letras, tecendo histórias e lembranças a Agnelo Alves, o jornalista AA. Mais uma vez Carlos Eduardo esteve presente na ANL em memória a cadeira e a carreira de seu pai. E cada vez que Carlos Eduardo entra na Academia, vem-lhe à mente, alguma lembrança de seu pai, principalmente uma, como o dia que Agnelo ingressou naquela academia. E ao final do evento de posse, convidou seu filho Carlos Eduardo para sair, e comer uma pizza. O dia que não terminou em pizza, que por estar com uma indisposição momentânea, Carlos Eduardo sugeriu outro dia.
Carlos Eduardo esteve recentemente na Academia (21/09), e voltou outro dia (28/09), tendo oportunidade de citar o tal fato da pizza, aos presentes diante uma mesma mesa, o fato de não ter aceitado o convite, e não ter ido naquela data fazer a comemoração com uma pizza. Uma pizza que hoje não tem como lembrar, o tipo que seria escolhido, com o aroma e o sabor, em um espaço reservado, comemorando aquele longínquo dia. Não terminou em pizza aquele dia. Hoje não há como descrever o momento, o local e a pizza, um dia que não teve nem pizza e nem crônica, sem descrever e sem como contar, não há como lembrar.
Resta lembrar que uma pizza tem a grande participação dos que a vão consumir, diferente de outros pratos do cardápio, que tem total participação do cozinheiro. O pizzaiolo ou cozinheiro segue à risca o que deve estar escrito e descrito sobre a pizza, e em suas margens. Podendo ser escolhido coberturas variadas e bordas recheadas. Uma pizza é como um texto escrito em cima de uma massa, tal como as letras e palavras dispostas sobre o papel. Com cores, gramaturas e texturas diferentes. Um texto ou pizza depois de prontos, resta uma degustação, com interpretações e sabores.
A última visita de Carlos Eduardo a Academia (28/09), também não terminou em pizza. Terminou como se começa o dia, com um café da manhã anunciando a medalha AA de Agnelo Alves. Embora houvesse sobre a mesa, ingredientes para uma pizza. A ANL tornou público, entre o público presente, a instituição da medalha AA. Uma medalha direcionada a jornalistas. Aqueles que produzem notícias, produzindo uma literatura recente.
Uma medalha para novos jornalistas com novos jornalismos, novas visões coerentes com as novas tecnologias da informação. Um novo tempo de fluir e construir notícias. Notícias que não simplesmente produzem relatos de fatos acontecidos ou por acontecer, mas podem produzir informações que geram conhecimentos, inclusive sobre momentos não acontecidos, e pizzas.
 
 Em 29/09/15
Entre Natal/RN e Parnamirim/RN
 
 
 
 
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terça-feira, 29 de setembro de 2015

Jornalismo AA


Jornalismo AA

 
PDF 490
 
 
A América, aproximada da África – AA, com ações e acontecimentos. Natal, terra de avoantes e achegantes. Recebeu almirantes, aventureiros, aviadores e americanos. Primeiro os navios aportaram em Natal, aportaram e atracaram, lançaram âncoras ao fundo, e amarraram suas cordas, as chamadas amarras. Dependendo das rotas e dos ventos alísios soprados das Antilhas, traçando um azimute, poderia ser um primeiro porto a ser avistado. Muitos navios arribaram no porto natalense, para abastecer com agua e alimentos, para depois partir em busca das próximas aventuras e atracações, avistar outras terras, avançar. Era pelo porto que chegavam as primeiras mensagens de além mar. Um ponto de localização AA, que influenciou o articulista e antropólogo CC (Câmara Cascudo).
Depois vieram os hidroaviões que amerissaram, no rio ou no mar. Com muita acuidade e atenção, os primeiros pilotos se aproximaram, avistaram e aterraram. As mensagens passaram a chegar pelo ar. Os aviões aumentaram de tamanho e potência, e foi necessária uma pista de asfalto para aterrissar, aumentou a atividade e a concorrência. Foi base da Air France e escala da Aerospatiale, com o ás Antoine Exupéry. Era o tempo da Pan American e Pan Air, que foram extintas, e vigorou até hoje a aviação americana com a AA – American Airlines. Surgiu algo de novo no ar.
Criou-se o aeroporto Augusto Severo, e depois o Aluízio Alves, em S.G. do Amarante, pousando as outras Aerovias, Air Lines e Air Ways com novas aeronaves: Airbus, Boeing e outros equipamentos. Hoje Aluízio Alves, busca novas atividades angariar. Empresas aéreas podem dividir seus passageiros em classes, e começando pela letra A, antes de alçar voo. Americanos trouxeram aviões e armamentos, e americanos traçaram avenidas numeradas, chegando ao Alecrim. Hoje ainda vemos alguns amarelinhos, antes da chuva chegar.
Um conjunto de palavras iniciadas pelas letras As, desembarcaram notícias alvissareiras em Natal - NAT. A tal cidade, e na tal cidade AA. Depois de aviões atravessando o Atlântico e o continente americano, arribou-se para outro lado. Embrenhou-se em artefatos relacionados ao espaço, construindo uma base aeronáutica, uma base aeroespacial, com artefatos da astronáutica. Dos almirantes, ficaram os brigadeiros, com uma nova missão para alcançar.
Na tal cidade achegada as notícias, Agnelo Alves foi um jornalista AA, a começar pelas iniciais de seu nome. Angariou acontecimentos e conhecimentos. E depois, por muito ter lido e ter escrito, sobre as duas cidades por ele administradas. Administrou seus arquivos de ideias, com letras e livros escolhidos em bancas e prateleiras ampliadas. Atingiu a academia dos letrados. Avistou conhecimentos antes, para serem anunciados.
Em memória e homenagem ao Jornalista AA, a ANL - Academia Norte-rio-grandense de Letras, lança o prêmio de jornalismo AA, em referência ao seu acadêmico que deixou uma cadeira vaga no ar. Um prêmio que em breve deve ser anunciado, e já tem data marcada, que a mídia diária deve anunciar. O prêmio de jornalismo AA, de Agnelo Alves, com algumas outras letras para premiar: Articulista, Blogueiro, Colunista, D,, e etc,. Só quando o prêmio for anunciado ao amanhecer, é que saberemos quantas letras do alfabeto terá.
 
Antes do Amanhecer
Entre Natal/RN e Parnamirim/RN, 24/09/15
 
 
 
 

A informação ganha novas velocidades



A informação ganha novas velocidades
 PDF 493
 
 
 
 
 
O tempo e os tempos dos tempos na aprendizagem, na transmissão de uma informação e um conhecimento: Tempo de brincar com brinquedos educacionais; Tempo de alfabetizar. Tempo de aprender a somar e multiplicar; tempo de aprender a dividir e subtrair. Tempo de aprender a história do Brasil; tempo de aprender a geografia local, até chegar na geografia e na história global.  Tempo de aprender o tempo verbal e as classes gramaticais; as regras ortográficas. Tempo de aprender outros idiomas. Tempo de aprender fórmulas matemáticas da álgebra e da geometria, um passo para chegar na trigonometria. Cálculos matemáticos a caminho das disciplinas de Cálculo, com diferencial e integral.

Tempo de aprender em enormes livros de anatomia e fisiologia, com um olhar na citologia e outro na fisiologia, em conjunto com a histologia. Tempo de juntar todos os conhecimentos da biologia para estudar a fisiopatologia. A junção de todos os conhecimentos médicos e científicos para entender uma bula ou uma receita.

O tempo de estudar em livros diversos, divididos em volumes, fazendo parte de uma biblioteca temática. Tempo de ler livros de acordo com um tempo do colégio ou da escola, da faculdade ou da universidade. Tempo de ler resumos e pontos de vista e chegou-se ao tempo das revistas. Revistas com temas simples, rápidos e objetivos. Artigos simples e rápidos para ler um pouco, em pouco tempo. Um artigo não pode ser muito extenso, já não há mais tempo. Assuntos que podem não ir a fundo no conhecimento, mas é um primeiro ponto de vista, ou um novo ponto de vista. Um primeiro argumento para sair em busca de outros pontos de vista, ou novos conhecimentos.

Tempo de aprender a utilizar um computador, ou um telefone com acesso à internet, com programas e aplicativos. Já não há mais tempo, é necessário logo usar os aparelhos e aprender as funcionalidades, de aplicativos e programas com o tempo, com as necessidades que chegam com o tempo. Já não há tempo, para fazer um curso ou ler um manual operacional, uma nova mensagem com outras informações está chegando a todo momento. Todo aquele tempo disponibilizado para aprender em escolas, livros, e revistas estão embutidos em pequenos aparelhos.

E a quantidade de conhecimento aumentou muito durante os últimos anos. Uma tamanha quantidade que se tornou necessário diminuir uma velocidade. A velocidade de exposição de alguns conhecimentos. Dos pequenos livros chegou-se as revistas, que agora estão sendo substituídas pelas entrevistas, com as características de uma aula ao vivo.

Uma enorme quantidade de informações e conhecimentos podem ser transmitidos por uma entrevista, com o ambiente, o entrevistador, o entrevistado e o tema.  Um novo tempo para transmitir uma informação, o tempo de tomar um café. Um café com o Jaécio. Um Jaécio que já passou pelo período dos livros, das bulas e das revistas, e agora estabelece um novo tempo. E nem teve tempo de registrar um sobrenome, ficou com nome e prenome: Jaécio Carlos. A família que estabeleceu o Carlos como sobrenome, quem sabe, em função do tempo.

A nova velocidade do tempo. Com uma mão é possível segurar um pequeno aparelho com aplicativos, e com outra mão segura-se uma caneca, a caneca com um café da tarde com Jaécio Carlos.

 29/09/2015

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