quinta-feira, 12 de junho de 2014

MI Mi mi

MI Mi mi


Inúmeras leituras e inúmeras vivencias, mais outras convivências, inclusive as permanências. Proporcionam um conhecimento, um entendimento, e um reconhecimento, do campo e da sociedade. Teorias se enquadram em pessoas e situações. Situações e pessoas dão oportunidade a criação de novas teorias.

Há uma evidencia clara que as pessoas, que só falam em critérios de avaliação, critérios científicos e qualidade, isentam-se eles próprios de uma avaliação, disse Pierre Bourdieu (1930-2002) em: Os usos sociais da ciência (UNESP, 2003). Indivíduos que se julgam um modelo inatacável, o mestre intelectual, o mais inteligente, um modelo de inclusão. Master of the ilumination.

Mestres com motivos e interesses inconscientes são movidos [1] e mantidos por uma inércia. Uma vez que estão afastados da pesquisa, são solidários da rotina (Bourdieu). E por estarem à margem, são movidos de um interesse inconsciente em desqualificar o que é eminente (idem). Não praticam a invenção para criar a inovação.

Um modelo onde o docente desde quando discente, se portou e comportou como um leitor das teses e das teorias; dos livros e das apostilas; dos conceitos e dos preceitos; das normas e dos procedimentos. Criando assim uma aversão e desconfiança a novos argumentos, novos autores e criadores. Fenômeno observado com mais evidencia nos cursos literários, mas muito comum também nas ciências, segundo Bourdieu. Não fazem se não, repetir modelos e matrizes copiadas e importadas.

Modelos de formação da era medieval, quando existiam os copistas, quando o conhecimento difundia-se por, e entre os copistas. Quando o conhecimento encontrava-se entre os muros de um convento. Aprendia-se um conteúdo por: copiar, escrever e repetir, depois escrever novamente [2]. Sem participar de experiências e experimentos. Sem criar tentativas e alternativas, erros e acertos.  O conhecimento surgiu dentro da igreja, e as escolas copiaram o modelo de formação e adequação de alunos. Enquanto outros se apropriaram do conhecimento (A usurpação da ciência. Cardoso R. Jornal de HOJE, 2013) [3]

O mundo inteligente com modelos inconsequentes. Modelos internacionais. Sempre invadiram o mercado interno, multinacionais com modelos importados. Montadoras industriais com motores e ignição, criando modelos individuais. Modelos importados, moldados e instituídos por um marketing institucional. Modelos imbuídos de mudanças e investimentos.  

Falar e discursar sobre o mercado interno e o mercado internacional. Métodos inovadores e modelos de incentivos, puras metodologias inventadas. Matrizes indicadoras com modelos importados, copiadas com motivos irracionais.

MI Mi mi. Modelos internacionais, para mudanças industriais em mundos irreais. Matrizes insipientes com modelos insuficientes, criando mudanças insatisfatórias.

Quanto mais se é autônomo, mais se tem chance de dispor da autoridade específica (novamente Bourdieu). Ou seja, quem esta fora do campo tem uma autorização, uma liberdade, uma autoridade literária ou científica que permite emitir uma opinião. A comunidade científica funciona como um microcosmo, onde seres microscópios se combatem e se devoram continuamente. Um campo com disputas e concorrências.


[1] O grifo é meu. No texto original: “Os professores tem interesses inconsciente pela inércia”
[1] Os livros eram feito um a um.
[1] A usurpação da ciência, partes:  (1), (2), (3), (4), (5) e (6). Publicado em agosto e setembro de 2013. Jornal de HOJE – Natal/RN.



Roberto Cardoso
(Maracajá)

Entre Natal e Parnamirim/RN ─  12/06/2014

MI Mi mi
Texto disponível em:

domingo, 20 de abril de 2014

Strike !

Strike !

A bola é arremessada e corre pela pista plana. Com um mínimo de atrito, vai girando e girando, ganha velocidade e energia cinética. Atinge os pinos, e derruba todos. Pontuação máxima! Strike! Pontos para o arremessador que conseguiu derrubar todos os pinos do boliche.

Uma mudança no paradigma* (a mesmice dos pinos). A energia cinética da bola acabou com a formação estática dos pinos. E os pinos derrubados devem ser rearrumados, tal como antes, para uma nova jogada, um novo arremesso da bola.

Pinos perfilados e arrumados de maneira estática, em forma de cunha, em forma triangular. Forma de ataque da infantaria, uma visão maquiavélica ou suntsuniana. Posição ideal para um avanço, um ataque, e não ideal para uma defesa estática contra um petardo em movimento. Pinos arrumados sem chance de defesa, prontos para a chegada de uma nova bola correndo pela pista, e derrubar todos novamente. Sem chance aos pinos, sem chances de sair da frente ou aumentar a defesa. A única chance de não serem derrubados, é uma falha do arremessador. A bola sair da pista, e correr para a vala, o fosso paralelo á pista.

O objetivo de quem lança a bola é derrubar pinos, e fazer um strike, uma vitoria sobre o exercito de formação impecável. Os pinos aguardam perfilados, em posição de sentido, até que a bola chegue com a ordem de debandar: Fora de forma! E os pinos debandam desordenadamente com o impacto da bola. Uma estratégia de diminuir as perdas e baixas seria mudar os pinos de posição, mudar cores ou pontuação. Pontuação por cor ou posição. Criar regras de posicionamento e defesa.

E assim são as empresas. Depois de uma mudança de paradigma torna-se necessário reavaliar e reordenar posições. Traçar perfis profissiográficos, os “retratos” de profissionais empregados com questões ambientais e sociais das atividades exercidas. Redesenhar cargos e funções, definir cargos e salários. Estipular pré-requisitos para ocupação de cargos e funções. Rever, reavaliar e redesenhar layouts; mapas de riscos e fluxogramas. Fazer analise de Feng Shui empresarial e etc. Solucionar problemas, elaborar modelos mais racionais de acordo com a nova proposta.

Aplicar movimentos, energia cinética em uma nova movimentação. Foi-se o tempo da expressão que “time que está ganhando não se mexe”. A nova ordem nas empresas é inovação. E inovação requer movimentos contínuos e energizados, prontos a novas conquistas, mudanças e necessidades. Interpretar, fazer diagnósticos e prognósticos.

Quartéis, empresas e escritórios; cidades e acampamentos. Antes se apostava em uma sentinela, um vigia. Um porteiro ou uma secretaria anunciava pelo interfone a chegada de um cliente ou uma pessoa indesejável. Agora são radares e satélites, sensores e câmeras, que identificam aproximações, sejam de um amigo ou um inimigo, uma ação bélica ou uma tempestade. E defesas preventivas se tornam desejáveis contra malfeitores, intempéries e concorrentes.

Multifuncionalismo. A informação hoje é rápida, e o mundo está mais rápido. Explorar a criatividade e iniciativas. Evitar desmotivações e greves, o strike dos funcionários e colaboradores.

(*) Mudança de Paradigma: Informática em Revista Nº 93. Abril/2014 – Natal/RN.



Entre Natal e Parnamirim/RN ─  20/04/2014


Texto escrito para:

Informática em Revista – Natal/RN



Palavras Chaves: gestão; qualidade; conhecimento

Palabras Clave: gestión; la calidad; el conocimiento

Key Words: management; quality;  knowledge


Roberto Cardoso
(Maracajá)

ESTRATEGISTA



INFORMÁTICA EM REVISTA |ANO 8 | Nº 89 |PAG 20
 DEZEMBRO 2013 | NATAL/RN
PRÊMIO
DESTAQUES DO MERCADO - INFORMATICA 2013
Categoria Colunista em Informática




023.1461.13
CMEC
Cadastro Municipal de Entidades Culturais
FUNCARTE
Fundação Cultural Capitania das Artes

Natal/RN
Cientista Social
Técnico em Meteorologia
Jornalista Científico
Reiki Master & Karuna Reiki Master

Colunista
Informática em Revista - Natal/RN
Informática em Revista - João Pessoa/PB


Sócio Efetivo do IHGRN
(Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte)







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domingo, 6 de abril de 2014

A tal cidade

A tal cidade ...


Alguém já disse, e em algum lugar já foi escrito que Natal é a tal, e não tem outra igual, que Natal tem um poeta em cada rua e em cada esquina um jornal. Poetas existem sim, e outrora Natal pode ter possuído e editado inúmeros jornais. Mas hoje a informação é multimidiática, da banca á informática, e do boca a boca passou a ser de mãos em mãos com auxilio dos dedos.

Sem as novas tecnologias as notícias vinham das ruas, das conversas em bares, cafés e esquinas. Hoje as notícias difundem-se primeiro na internet para depois correrem as rádios e as TVs abertas. Qualquer pessoa com um celular à mão faz uma postagem na internet (on time) podendo inclusive postar uma foto (in loco). Os fatos são registrados e postados na internet, daí surge a necessidade de confirmação dos fatos. Caso contrário surge uma possibilidade de ser uma fofoca virtual.

Mas em Natal a tal, ainda tem jornal. Hoje podemos encontrar nas esquinas da cidade, jornaleiros e gazeteiros, revistarias e padarias, quitandas e bodegas vendendo jornais, agora com menos exemplares e reduzidos títulos. Jornal de HOJE e de amanhã, e na tal cidade citada inúmeros escritores e escritoras fizeram histórias, inclusive gazeteiros e jornaleiros.

Gazeteiros que brincaram nas ruas de Natal e construíram diferenciais como tal, em banca de jornal. O conhecimento esta nas ruas; vem das ruas e das viagens, chegam pelos portos e aeroportos. Natal é uma cidade portuária e aeroviária, carente em estrutura ferroviária, mas com plataformas espaciais.

Encontramos na tal cidade algumas academias de letras. Desde o modelo tradicional, às com outros conceitos estatutários, com públicos e acadêmicos restritos a temáticas e formação. Academias que prezam pelo necrológico citando as memórias literárias, como a de José Arno Galvão. Memórias profissionais e ocupacionais dos confrades que deixaram cadeiras desocupadas, partindo para um novo universo, dando a vez a um novo confrade.

Alguma justificativa há para tanta diversidade de estilos e tipografias. Quer seja por estar na esquina do continente sujeita a alísios e terrais; ou pela curva do continente com um lado voltado ao norte e outro voltado ao leste. Quer por norteamentos ou pelo levante diário do Sol.

O Trampolim da Vitória não consta como primeiro ponto avistado pela frota de Cabral, talvez por influencias dos ventos ou por ausência de elevações que pudessem ser avistadas ao longe com simples lunetas do tempo de Galileo. Mãe Luiza resolveu a questão do avistamento por navegadores.

Depois de navegarem orientados pela Estrela do Norte navegadores e exploradores vindos do outro hemisfério passaram a se orientar pelo Cruzeiro do Sul. Por ventos ou calmarias, mais as correntes marítimas, influenciaram o azimute levando Cabral e sua frota a ir mais ao sul, além da baia de Todos os Santos, que hoje abriga todos os Orixás.

Mas a tal cidade guardou sinais e lembranças de presenças holandesas, portuguesas e americanas. Heranças de limites portugueses e espanhóis com capitanias e sesmarias especiarias e feitiçarias. Sinais guardados e misturados, unidos com símbolos e costumes indígenas já existentes e enraizados.  

Braços e braças, milhas e milhos, varas e varões, jardas e jargões. Uma mistura de idiomas, léguas, lenguas e línguas donde surgem saberes e sabores. Daí ser Natal a cidade de etc e tal. A palavra natal vem de natalício, nascimento, e a cidade vem sempre renascendo a cada ocupação. E uma nova ocupação esta prevista pela FIFA, uma federação que domina o controle da bola e dos pés.


Entre Natal e Parnamirim/RN ─  06/04/2014


Texto escrito para:

Jornal de HOJE – Natal/RN





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Roberto Cardoso
(Maracajá)

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INFORMÁTICA EM REVISTA |ANO 8 | Nº 89 |PAG 20
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sábado, 5 de abril de 2014

Crônica de uma foto

Crônica de uma foto



















Tinha algo inscrito naquele olhar, naquele canto esquerdo da boca. Algo ou alguma coisa ela quis expressar, transbordar, ultrapassar os limites da foto. Uma mensagem, algumas palavras, de um momento ou de um sentimento. Aquele mínimo encostar dos lábios, provocando uma leve ascensão dos lábios unidos. Naquela junção dos lábios denominada como comissura labial, ela fez o traço do desenhista que quer expressar uma emoção do seu personagem em seus dibujos e cartoons.

A pressão exercida pelos lábios superior e inferior provocou uma pequena alteração nas chamadas covinhas do rosto. As covinhas reconhecidas, realçadas e destacadas com um sorriso, por mais simples e sutil que seja. Covinhas são marcas registradas de alguns, tal como sinais, como aquele bem discreto logo abaixo do lábio inferior. Um conjunto de pequenos detalhes marcando um leve sorriso, somado a um olho encoberto pela madeixa que escorria pelo rosto com cabelos lisos, e com traços metálicos preciosos.

Um olhar penetrante, fixo, ligeiramente desviado do centro da foto. Respiração e expressão estática. Com certeza um firmar e um olhar para não perder o foco do ato e da câmera fotográfica que devia estar segurando para fazer um autorretrato. Pescoço levemente inclinado desfazendo uma simetria ortogonal dos retratos para documentos. Uma inclinação necessária e suficiente para a madeixa encobrir parcialmente o olhar. E naquele momento um flash ficou registrado na sua retina e na sua mente.

O corpo tem suas falas e suas linguagens. E a fotografia congela um momento, um instante. As fotografias congelam e eternizam os gestos, os jeitos e os trejeitos do retratado com imagens e mensagens.

Pequenos detalhes percebidos por um simples ato de mudar, e trocar a foto do perfil. Um ato que reflete e transfere para uma rede social o novo estado emocional, o estado de espírito de cada um, naquele momento. A partir daquele momento até que novas mudanças ocorram de dentro para fora e uma nova imagem surja com mensagens de que ela mudou a foto de perfil.




Entre Natal e Parnamirim/RN ─  06/04/2014









Roberto Cardoso
(Maracajá)



sábado, 29 de março de 2014

GQ na Copa e na cozinha (3)

Gestão da Qualidade na Copa e na cozinha (3)


Ao longo de épocas, modas e viagens, cada um possuía seus talheres de uso individual e particular, e personalizados, seus instrumentos de trabalho. Instrumentos para refeições acomodados em belas caixas trabalhadas e decoradas. Com desenhos e brasões podiam expressar um poder, e transportavam seus talheres a portentosas refeições. Caixas que hoje seriam denominadas de cases. Instrumentistas guardam seus instrumentos musicais em cases de transporte. Todo artista tem que ir onde o povo está e seu instrumento vai acomodado e protegido.

Churrasqueiros profissionais possuem cases para transportar seus instrumentos de trabalho: pegadores, facas, garfos, chaira e etc. Restaurantes que buscam os padrões de qualidade possuem na entrada da copa/cozinha escaninhos onde funcionários guardam suas ferramentas de uso diário e culinário, suas armas de trabalho. Tal como um quartel ou um forte, onde soldados guardam suas armas no paiol das armas. Equipamentos, facas, armas e utensílios de uso individual, destinados ao dono e ao alimento a ser preparado para defesa da fome, do território e do conhecimento.

Hoje os comensais trazem consigo seus hábitos e seus costumes. Clientes de restaurantes já não portam cases com talheres, mas portam seus comportamentos com hábitos e costumes. Buscam locais com uma refeição que satisfaça seus gostos e seus apetites. Locais que se adaptem as suas posses e conhecimentos. A busca de uma satisfação dos talheres sobre à mesa ao deguste da sobremesa. Algo que restaure suas forças físicas, químicas e biológicas.

Na busca incessante do melhor atendimento o empresário gastronômico deve buscar suas armas e ferramentas. Uma analise PDCA deve ser verificada. Uma analise da sua proposta comercial: analise de localização, o ponto comercial (P); uma analise de direcionamento de público, a que público se destina (D): um cardápio adequado ao seu público (C); e um ambiente compatível com a proposta (A).

Todos os itens devem estar relacionados: PDCA - programando despesas, custos e atividades; PDCA - planejando, desenvolvendo, construindo e aumentando (negócio); PDCA - projetando, delegando, chefiando e agindo; PDCA – procurando diretrizes e caminhos, clientes e associações.

Assim como cozinheiros e instrumentistas tem suas ferramentas de trabalho, administradores dever ter suas ferramentas de analise e acompanhamento de processos e procedimentos. Utilizar ferramentas prontas e importadas ou ferramentas adequadas e modeladas, adestradas a seus processos.

Algumas alternativas existem: utilizar modelos prontos, importados e formatados, talvez sucateados. Criados e moldados para objetivos próprios e de outras realidades. Reengenharias e ferramentas de gestão e sustentação. Alternativa de quebrar o mito da caverna, de ver e repetir sombras. Alternativa de não mais copiar modelos adequados a outras culturas, com outros conhecimentos, outras histórias e outras formações.  Mudar o paradigma: PDCA - produzir e desmitificar chavões e arcabouços

Alternativa de criar modelos próprios como MIRNAS e/ou MARINAS. Modelos Indicadores de Resultados Norteados por Ações e Socializações e/ou Modelos Avançados para Resultados com Indicadores Norteados por Ações e Sistematizações (citado em “Gestão da qualidade e qualidade da gestão – parte 7”. Jornal Metropolitano em Parnamirim/RN de 29/11/13 a 6/12/13)

 Alternativa de introduzir novos conceitos e novas noções. Atribuir qualidades e selos de qualidade. Objetivar resultados satisfatórios a produtores e usuários, empresários e clientes. Estabelecer uma matriz e uma metodologia (M), identificar problemas e informações (I); estabelecer regras e roteiros, reengenharias (R); estabelecer normas e norteamentos (N); estabelecer metas e alvos, ações e atividades (A).

Toda expectativa da Copa do Mundo no Brasil foi baseada em uma melhoria e qualidade almejada. E qualidade é sistemática, deve ser constante e cíclica. MIRNAS – Modelos de Intenções e Realizações Norteados por Atividades Sistematizadas. MARINAS – Modelos de Ações, Realizações e Intenções Norteadas por Atividades Sistematizadas. MILKAS – Modelos e Mapas Ilustrativos por Linhas e Komunikologia, Ações, Selos e Sistemas.

E o maior legado da Copa deve ser a maneira de pensar e agir, de oferecer e de exigir. Mudar e participar de mudanças, mudar de patamar. Selos de qualidade MP – Master Point, para Maurício e Potiguar. Selos de qualidade para Mauricinhos e Patricinhas, Mães e Pais. Identificando locais com o Melhor Produto, a Melhor Pizza, a Melhor Paquera e o Melhor Ponto. Com marketing e propaganda, melhorias e parcerias.



Entre Natal e Parnamirim/RN ─  29/03/2014


Texto escrito para:

Jornal de HOJE – Natal/RN

terça-feira, 25 de março de 2014

Mudança de paradigma

Mudança de paradigma

Texto publicado em:

 "Informática em Revista"    | Edição Nº 93   |   Abril/2014   | pag. 12






A indústria fonográfica se popularizou com o uso de gramofones. Usuários e ouvintes, sem energia elétrica giravam uma manivela que produzia um giro constante no disco, reproduzindo o som gravado. Os aparelhos de reprodução de som evoluíram para vitrolas, toca discos e pick-ups, sempre com o mesmo princípio do disco girando. Depois surgiram gravadores com rolos de fitas e dois eixos que faziam os carretéis girarem. Dos gravadores com rolos e carretéis de fitas surge a fita K7. E os gravadores continuaram girando e exibindo gravações tal como o disco de vinil.

A informática começou com enormes computadores e grandes rolos de fitas onde eram gravadas as informações, girando para um lado para o outro, á procura de dados gravados. Evoluiu para disquetes flexíveis e disquetes rígidos. Todos girando e informando dados gravados. O disquete rígido é o símbolo de gravação na barra de ferramentas em programas computacionais. Embora muitos nunca o tenham usado, é um símbolo representativo, uma komunicologia utilizada. Os disquetes foram substituídos por CDs e DVDs, que continuaram girando.

Os primeiros relógios analógicos e movidos à corda, com ponteiros girando em torno de um eixo, evoluíram para digitais com diversas fontes de alimentação. Câmeras fotográficas usavam filmes acomodados em rolos. Hoje novas mídias de gravação de informações e dados, sons e imagens; como pen drives e cartões de memória não giram mais, mudou-se o paradigma.

Homens investigaram o céu e conseguiram ideias e respostas. Astros denominados planetas giram em torno de uma grande estrela, e alguns planetas possuem satélites que giram em torno deles. O homem construiu seus artefatos e estratégias também girando em torno de algo, e em torno de si. Com parafusos, brocas e furadeiras girando construiu aparelhos e edificações. Satélites artificiais reproduzem os movimentos de satélites naturais.
Cometas tem uma orbita elíptica e a cada quantidade de tempo passam pelo mesmo ponto no espaço. Povos da antiguidade associavam sua passagem com uma antecedência de grandes acontecimentos, novas mudanças. Mudanças de paradigmas mudaram as regras e comportamentos da sociedade. A Estrela de Belém foi uma aparição no céu que anunciou o cristianismo.

Há muito tempo o homem prevê e teme a destruição do planeta, talvez por um asteroide que fará mudar a vida terrestre, destruindo a Terra ou alterando a sua órbita. Algumas teorias e visões existem, como o Hercóbulos, conhecido como planeta vermelho, e quem sabe até, um planeta invisível. Algo pode surgir a qualquer momento na escuridão do espaço infinito, e mudar o paradigma terrestre.

Da mesma forma são as pessoas, as escolas e as empresas; as instituições formadas por pessoas. Passam a vida girando em torno de um astro, de um modelo, ou de uma ideia. Até o dia que um novo paradigma surja. Chegue e destrua suas ideias, suas concepções e suas composições. Mude seus modelos rotacionais, ou mude suas direções e trajetórias. A NASA já anuncia uma decadência do planeta, baseando-se em estudos de impérios que perderam seus status ao longo da história.

Informática em Revista (IR) tem sua base editorial próximo à Barreira do Inferno, e em 2014 lança o seu primeiro satélite, João Pessoa-PB. Natal/RN e natalenses já viveram e conviveram com padrões e patrões portugueses, holandeses e americanos. Estão convivendo agora um patrão de padrão FIFA. A cidade vem sendo destruída e modificada, uma nova órbita deve ser implantada.

Novas mídias e multimídias vão surgido produzindo um novo comportamento, novos ângulos de ver, pensar e agir: “A ultima maçã” (IR nº 75, Out/12); “2012 - O ano que o mundo acabou” (IR nº 78, Jan/13);  “Concierge e ETC” (IR nº 90, Jan/14); “Bureau de Informações e Wunderkammer” (IR nº 91, Fev/14); “Bureau de Serviços” (IR nº 92, Mar/14). Fórum do Maracajá: http://forumdomaracaja.blogspot.com.br/



Entre Natal e Parnamirim/RN ─  19/03/2014


Texto escrito para:

Informática em Revista – Natal/RN



GQ na Copa e na cozinha (2)

Gestão da Qualidade na Copa e na cozinha (2)


A cidade de Natal/RN está localizada na esquina do continente sul-americano. Teve ao longo de sua história patrões com padrões portugueses, holandeses e americanos. Agora aguarda e prepara-se para receber novos patrões com padrões FIFA. Um patrão internacional reconhecido por inúmeros países em todos os continentes.

Regras, espaços, participantes, povos e públicos pré-estabelecidos e pré-determinados. Regras que vão alem do campo e dos estádios, atingindo o raio de alguns quilômetros. Regras mercadológicas e midiáticas; regras jurídicas com legados e delegados. Da arbitragem em campo aos tribunais extraordinários, instalados nas arenas com juizados especiais para pequenas causas. Turistas e torcedores estrangeiros ainda têm direito a uma cartilha oferecida pela FIFA dando dicas de como se comportar em países de culturas e comportamentos diferentes.

O turismo provoca um afluxo de pessoas a determinados locais por diversas razões: sejam elas, dos locais, dos transportes ou dos viajantes. Locais que possuem uma história e uma cultura, construídas ao longo de sua ocupação com suas estórias e histórias. Atrativos históricos, bucólicos e gastronômicos. Características climáticas e geográficas como incentivos de viagem e acomodação.

Copa do Mundo é uma estratégia para trazer e fazer turismo, conhecer novos lugares, outros estados e países. Nos tempos de paz a Copa mundial de futebol funciona como uma guerra não declarada. Uma guerra simbólica nos campos gramados com uma invasão pacífica correndo pela retaguarda. Um turista deseja conhecer um pouco de tudo, da nova cidade ou região a ser visitada e conhecida. Invadir, experimentar, vivenciar e ocupar. E um pouco de tudo está inscrito e descrito na culinária local. Um exército de estomago vazio na ganha uma batalha.

A comida típica é um relato histórico da população local, por invasões sofridas e ocupações realizadas. As primeiras ocupações de uma região começam com a necessidade da busca de água, por frutos nativos, animais de caça e de pesca. Com fogo e utensílios, técnicas e temperos já conhecidos, preparam-se novos pratos diferenciados pelos costumes, e ordem de adição dos ingredientes.

Água e apetrechos culinários; frutos e raízes; animais de pesca e caça; mais os conhecimentos de preparo dão início a uma culinária local. A junção dos quatro elementos: terra, água, fogo e ar, dão origem a um quinto elemento de aroma e sabor.

Ocupantes bélicos do Forte Reis Magos (Natal/RN) necessitavam subir pelo rio Potengi com canoas e toneis para buscar água potável para uso do forte. Buscavam lugares e fontes onde a água era menos salobra. Com certeza descobriram frutos e frutas, trunfos e trufas. O forte teve ocupações portuguesas e holandesas ao longo da história local. O forte estabelecia uma ocupação estratégica e militar. E a necessidade de água potável favoreceu a ocupação do interior subindo o grande rio.

No século passado hidro aviões americanos pousaram, em local próximo ao Forte dos Reis Magos, fazendo escala de abastecimento. E assim a cultura local foi se construindo e se modificando. Constam informações que Natal foi a primeira cidade brasileira a mascar chiclete, a consumir coca cola, e usar óculos tipo ray ban, no estilo aviador.

A história da alimentação constrói a história de um local, representa a cultura local. A necessidade de alimento; a disponibilidade de alimentos; e o conhecimento de quem faz e quem degusta. Sabores e saberes estão implícitos em cada prato típico. O homem modifica o meio, e o meio é modificado pelo homem. A culinária local é modificada por povos invasores e o povo invasor modifica a sua própria culinária. O homem constrói e destrói.

Aves modificam o ambiente ao transportar sementes de um lado para o outro. Abelhas e outros insetos modificam o ambiente ao transportar o pólen entre as flores provocando uma fecundação. Cada qual com a sua práxis de modificação. O homem modifica o ambiente com guerras e invasões, ocupações bélicas e pacíficas, ocupações de povoamento e turísticas. Navios transatlânticos e aviões intercontinentais tem a capacidade de transportar enormes quantidades de passageiros com títulos de turistas e imigrantes.


A retornar de uma viagem, de uma guerra ou uma ocupação, o migrante retorna com novos conhecimentos dos locais onde esteve da mesma forma que deixa suas visões e suas ideias por onde esteve. O conhecimento vem dos livros que lemos, das pessoas que convivemos, dos lugares onde estivemos e da comida que comemos.